No mundo do trabalho em 2025, a corrida pela inovação passa diretamente pelo domínio da tecnologia e as novas formas de pensar dos Millennials e da Geração Z, principalmente em um momento em que a Inteligência Artificial está cada vez mais presente na rotina das organizações.
No entanto, olhar apenas para o novo é deixar de lado o potencial que nasce da mistura com as gerações anteriores. Assim, a diversidade geracional surge como um trunfo interessante para o desenvolvimento das organizações.
Em pesquisa realizada pelo Boston Consulting Group (BCG), foi constatado que empresas com equipes de liderança com diversidade acima da média (incluindo idade) reportaram receitas de inovação 19% maiores do que empresas com diversidade abaixo da média. Esse número não é coincidência, é o resultado prático de um ambiente onde diferentes bagagens se complementam.
Com isso, podemos refletir: enquanto um talento jovem sugere uma solução com uma nova tecnologia, um profissional mais experiente avalia os riscos com base no que já viveu. O resultado? Uma decisão muito mais forte e segura. É essa união de jeitos diferentes de ver o mundo que pode mudar a forma como a empresa enxerga as oportunidades.
A conexão que gera resultados
Estudos da Deloitte confirmam que times diversos, onde todos são ouvidos, têm 60% mais chances de melhorar a reputação da marca e tomar decisões mais inteligentes para o negócio.
Além disso, um relatório da AARP (American Association of Retired Persons), mostrou que 83% dos executivos globais reconhecem que uma força de trabalho multigeracional é crucial para o crescimento e o sucesso do negócio a longo prazo. O mesmo estudo aponta para menores taxas de turnover voluntário em empresas com práticas sólidas de diversidade etária.
Ambientes com várias gerações criam uma cultura de troca, onde todos ensinam e aprendem. Os mais velhos compartilham sua experiência de vida e visão de negócio, enquanto os mais novos trazem novas ferramentas e jeitos mais ágeis de trabalhar.
Pense em um projeto onde a vivência de um gestor experiente em negociações se une à habilidade de um jovem analista em visualizar dados em tempo real. O resultado não é apenas mais rápido; é mais inteligente e estratégico. Essa colaboração genuína aumenta a confiança entre as equipes e transforma o ambiente de trabalho em um espaço de aprendizado contínuo, onde todos se sentem parte de algo maior. Isso constrói uma reputação de bom lugar para se trabalhar, atraindo e mantendo talentos que se sentem valorizados, não importa a idade.
No fim das contas, a pergunta não é qual geração vai salvar o futuro, mas sim: como sua empresa está unindo as pessoas para gerar as melhores experiências e resultados? A resposta para isso é o que vai diferenciar os negócios que vão liderar o amanhã.