Em um cenário corporativo em constante evolução, compreender as tendências que ajudam a moldar a comunicação interna é fundamental para conectar talentos, fortalecer a marca empregadora e construir experiências que impulsionam o engajamento e os resultados. Não se tratam de projeções futuras, mas de movimentos contínuos que já transformam a forma como as organizações se relacionam com seus colaboradores.
Confira as principais tendências que já estão no radar das empresas que buscam gerar valor, conectando pessoas, marca e experiência:
#1
Olhar atento à efetividade dos canais
A escolha dos canais de comunicação interna (CI) é um movimento estratégico fundamentado na jornada do colaborador e em dados coletados a partir de pesquisas de CI. De acordo com estudo da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), colaboradores administrativos, gestores e times comerciais preferem canais como e-mail e WhatsApp Corporativo. Eles são eficazes pois se integram ao fluxo de trabalho digital, permitindo um consumo ágil e contextualizado da informação. Já para o público operacional, a pesquisa revela que a TV corporativa é o meio mais efetivo pela sua capacidade de alcançar colaboradores em ambientes físicos, oferecendo um consumo passivo e visual de informações essenciais durante pausas e deslocamentos. A coerência na escolha do canal, aliada a um profundo conhecimento do perfil do público, garante que a informação não só chegue, mas ressoe, transformando-se em conhecimento e ação para o grupo certo, no momento certo.
#2
Investimento estratégico em comunicação interna
Para que a comunicação interna seja verdadeiramente estratégica e gere valor, é preciso um investimento contínuo em ações concretas visando a liderança e os colaboradores. O estudo da Aberje demonstra que, em 2025, 93% das empresas priorizam eventos de alinhamento entre os gestores nos seus investimentos de comunicação interna, o que é crucial para assegurar a coerência e a unidade da mensagem em todos os níveis. Já 85% também consideram investir em eventos dos executivos com os colaboradores e 82% acham que a sistematização de rituais de conversas e reuniões na empresa pode ser positiva, pensando em fortalecer o diálogo, fomentar o feedback e garantir que a informação flua sem ruídos. 68% também investem em influenciadores internos e 58% em agentes de comunicação interna, pensando em transformar colaboradores em embaixadores autênticos e multiplicadores da marca.
#3
Crescimento da cultura de diálogo e feedback contínuo
Ao envolver os colaboradores como agentes ativos na sua construção, a comunicação se torna uma via de mão dupla, garantindo que as mensagens não apenas cheguem, mas sejam compreendidas e ressoem verdadeiramente. Uma comunicação transparente e efetiva só funciona quando a voz do colaborador é valorizada, e ainda proporciona insights contínuos e em tempo real que embasam e aprimoram as estratégias. Isso não só fortalece o senso de pertencimento e a coesão do time, mas demonstra a responsabilidade da empresa em honrar seus compromissos com o diálogo.
#4
Uso de dados para decisões estratégicas
A coleta e análise de dados e indicadores não é apenas uma tendência, mas uma responsabilidade fundamental para guiar qualquer estratégia de comunicação interna. Em um mundo em constante evolução, as métricas de engajamento, alcance e pesquisas contínuas fornecem insights valiosos para entendermos o que realmente funciona e, se necessário, recalcular a rota em tempo hábil. Isso se mostra como fundamental, já que o estudo 2023 State of Internal Communications Report demonstra que, embora 84% dos profissionais de comunicação interna compreendam a importância do acompanhamento de métricas, apenas 45% praticam com frequência. A inteligência artificial, nessa visão, atua como uma grande aliada, otimizando o tempo dedicado para realizar avaliações e análises de forma manual, entregando relatórios completos que vão guiar as decisões estratégicas.
#5
Integração dos canais de CI
Hoje, uma boa estratégia de comunicação interna exige que os canais sejam integrados, pensando em uma experiência fluida, com a mensagem se adaptando ao formato mais adequado (matérias, textos curtos, vídeos, podcasts) e ao canal preferencial do colaborador. Dessa forma, é possível evitar a fragmentação da informação e até mesmo a fadiga do colaborador em relação aos conteúdos apresentados. A inovação e a gestão desses processos são cruciais para garantir que todos os canais trabalhem em sinergia, proporcionando uma fonte única de verdade, eliminando ruídos e reforçando a consistência da marca empregadora.
Sempre com um olhar estratégico e direcionado à inovação, acompanhamos as tendências para fortalecermos ainda mais os nossos serviços de comunicação interna, que vão desde a realização de pesquisas de clima, passando pela construção de plataformas de canais de comunicação interna e criação de planos editoriais, até à gestão estratégica destes meios.
Em essência, a comunicação interna vai além de ferramentas e técnicas; se trata de compreender que, no centro de toda organização, estão as pessoas. Por isso, acreditamos que conectar gente, marca e experiência é a chave para uma comunicação interna cada vez mais eficaz.